Como catalogar sua coleção de discos
Catalogar a coleção é anotar, em um lugar só, cada disco que você tem: artista, álbum, formato, ano, estado e quanto pagou. Parece trabalho de arquivista, mas é o que transforma uma pilha de discos numa coleção que você conhece de verdade.
Por que vale a pena catalogar
Enquanto a coleção cabe numa prateleira, dá para lembrar de tudo de cabeça. Passou de algumas dezenas de discos, a memória começa a falhar. Os problemas aparecem rápido:
- Disco repetido. Você acha uma prensagem bonita no sebo e só descobre em casa que já tinha.
- Compra sem rumo. Sem saber o que falta, você compra o que aparece, não o que quer.
- Valor esquecido. Em caso de mudança, seguro ou venda, ninguém sabe quanto a coleção vale.
- Discos parados. Aquele álbum que você comprou e nunca ouviu continua lá, sem você lembrar dele.
Um catálogo resolve os quatro. E ele fica mais útil a cada disco novo.
O que anotar de cada disco
Não precisa de tudo no primeiro dia. Comece pelo básico e complete com o tempo.
| Campo | Para que serve | Prioridade |
|---|---|---|
| Artista e álbum | Achar o disco e evitar repetidos | Essencial |
| Formato | Separar vinil, CD, fita e DVD | Essencial |
| Capa | Reconhecer o disco de relance | Essencial |
| Ano de lançamento | Organizar por época e achar edições antigas | Recomendado |
| Gênero | Ver para que lado a coleção cresce | Recomendado |
| Estado da mídia e da capa | Saber o que você tem e quanto vale | Recomendado |
| Preço pago | Saber quanto a coleção vale | Opcional |
| Observações | Primeira prensagem, autografado, presente de alguém | Opcional |
Como descrever o estado de um disco
Colecionadores usam a mesma escala no mundo todo, a da Goldmine. Usar essa escala no catálogo ajuda na hora de comparar com anúncios ou vender um disco.
- M (Mint): lacrado, nunca tocado.
- NM (Near Mint): parece novo, sem marcas visíveis.
- VG+ (Very Good Plus): marcas leves, toca sem defeitos.
- VG (Very Good): marcas visíveis e algum chiado, mas toca inteiro.
- G (Good) e abaixo: desgaste forte, para ouvir e não para guardar.
Anote o estado do disco e o da capa separados. Um vinil impecável numa capa rasgada ainda é um vinil impecável.
Três jeitos de catalogar
1. Caderno ou planilha
Funciona para começar e não depende de nada. O problema é que tudo é digitado à mão, a capa não aparece e a planilha não diz o que comprar depois. Com o tempo, ela fica desatualizada.
2. Discogs
O maior banco de dados de discos do mundo, ótimo para identificar a prensagem exata. É pensado para quem compra e vende, então pode parecer demais para quem só quer organizar e curtir a coleção.
3. Um app feito para colecionador
Na Hilla, você digita o nome do disco ou lê o código de barras, e ela completa sozinha a capa, o ano e o gênero. Você só marca o formato e o estado. Já tem planilha? Dá para importar.
Passo a passo para catalogar sem desistir no meio
- Comece pelos discos que você mais ouve. Dez discos já dão uma prateleira.
- Use o código de barras sempre que tiver. É o jeito mais rápido e acerta a edição.
- Faça um bloco por dia. Uma fileira da estante por vez é melhor que uma maratona de domingo.
- Deixe o estado para depois. Primeiro registre o que você tem; o detalhe vem na segunda passada.
- Cadastre cada disco novo no dia em que ele chega. Assim o catálogo nunca fica para trás.
O que muda depois que a coleção está catalogada
Com tudo anotado, a coleção passa a responder perguntas: qual artista você mais tem, de que década são seus discos, quais estão parados há meses. E, olhando o que você já tem e o que você ouve no streaming, fica fácil decidir a próxima compra.
Catalogue sua coleção na Hilla
Grátis. A capa, o ano e o gênero entram sozinhos. Você só escolhe o disco.